Beatles 3000: A história se manterá?

Você acredita fielmente no que os livros de história contam? Será que a história se deu exatamente como é convencionado? É com essa hipótese conspiratória que trabalha o vídeo ‘Beatles 3000’: Um futuro onde os Beatles teriam sua importância reconhecida, mas que a história deles teria algumas distorções. Veja:

Achei bem legal essa sátira do futuro. Principalmente porque acredito que muitos pontos da nossa história têm também muitas distorções.

Links:

http://scottgairdner.com/2009/11/23/beatles-3000/

Juca chaves: rebeldia não tem idade

Imagine o conflito na cabeça de um revolucionário de 71 anos, que passou toda sua vida sendo censurado pelas suas atitudes subversivas e quando, finalmente, chega a velhice, tem toda liberdade para divulgar suas idéias. Imaginou? Pois é, acredito que esse deve ter sido o conflito mental de Juca Chaves.

Músico e piadista desde a infância, Juca foi crítico severo do regime militar brasileiro. Junto com muitos outros intelectuais da época, para fugir da perseguição política, exilou-se em Portugal. Mas sua passagem por lá foi rápida: ao incomodar os gajos de Salazar, teve que se mudar para a Itália. Retornou ao Brasil só na década de 80.

Mas e atualmente, será que a liberdade de expressão fez mal para ele como fez ao Chico e Caetano, por exemplo? Será que ele anda fazendo versões de Michael Jackson ou chamando o presidente de analfabeto?

Não, Juca Chaves continua com suas opiniões fortes e ‘nonsenses’. E faz isso utilizando muito bem os recursos da internet. Atualmente tem blog, twitter, vlog e o escambau…

Destaque para o programa ‘Só para inteligentes’ onde ele entrevista famosos como Marcelo Tas, João Gordo e Ratinho. Bate-papo interessante e descontraído

Fico feliz de ver que não são todos os idealistas que se rendem ao mal humor da terceira idade!

‘Mass, we pray’: Game para salvação do cristão preguiçoso

wepray

Em tempos de Wii e Project Natal, onde lutar boxe ou mesmo fazer yoga não necessita sair da sala de casa, a religiosidade e espiritualidade vão perdendo espaço na rotina diária. Atividades como ir à missa, comungar com os irmãos, ou abençoar-se com água benta, são trocadas pelo simples entretenimento. Principalmente os jovens, alvos fáceis da pecaminosa indústria do entretenimento, são envolvidos pela profanação de máquinas que simulam assassinatos, brigas e etc.

Se você é aquele cristão preguiçoso, que não encontra tempo para visitar a casa de deus, mas que não quer deixar seus filhos caírem no caminho da perdição… Seus problemas acabaram!!!

Acabou de ser lançado o ‘Mass: We pray!’: game perfeito para toda a família! ‘Mass’ simula os principais rituais que um cristão precisa fazer diariamente para ter passaporte direto para o céu. Nele você reza o terço, salpica água benta, toca o sino… Enfim, coloca em dia a sua dívida com o criador. Veja o vídeo do game:

Tá bom, agora vamos falar sério! (Risos) ‘Mass: We pray!’ é um viral lançado pela Electronic Arts para divulgar o novo game satânico da companhia: ‘Dante’s Inferno’, que será lançado em fevereiro. Ficou tentado pelo capeta? Então não perca tempo, o game já está disponível como aplicativo do Facebook! Entre lá e mande todos seus amigos para a casa do capeta!

Leia mais:

http://www.brainstorm9.com.br/2009/11/20/dantes-inferno-aplicativo-para-facebook-manda-seus-amigos-para-o-inferno/

http://www.brainstorm9.com.br/2009/11/20/we-pray-game-religioso-e-viral-de-dantes-inferno/

2012: muitos efeitos e pouco drama

Ontem assisti o “2012”, novo filme do alemão apocalíptico Roland Emmerich, diretor do clássico da minha infância “Independence day” (1996) e do morno “O dia depois de amanhã” (2004). O alemão, mais uma vez, devastou a terra, que entra em colapso com terremotos, erupções e tsunamis.

A escolha do ano de 2012 para ilustrar o fim do planeta terra, se baseia no calendário Maia, que termina no seu 13º ciclo, no dia 21 de dezembro de 2012.

Com pouca carga dramática, o filme é uma enxurrada de efeitos especiais. Os efeitos sonoros são envolventes, fazem qualquer um se remexer na poltrona do cinema (é claro, depende da aparelhagem de som do cinema).

Sobre o roteiro e personagens, não há muito o que dizer. Como os outros filmes de Roland Emmerich a trama ocorre em dois núcleos: a Casa Branca e a família de um ilustre desconhecido que pretende salvar a Terra. É tudo muito parecido. Novamente o presidente americano é herói e fica com seu povo aguardando a morte.

Resumindo, é um filme cheio de efeitos especiais, com pouca história, mas muita ação. Vale a pena ver no cinema, sem muitas expectativas.

Sobre a lenda Maia, achei muito boa essa charge:

Lula: escreva um livro sobre ele também!

nunca_antes_na_historia_mtasNos últimos anos, o senhor Luís Inácio Lula da Silva deve estar vendendo mais livros que o fenômeno Dan Brown. Tudo bem, sei que essa afirmação é um exagero, mas me impressiona a quantidade de livros que utilizam a figura do nosso presidente como personagem principal. Alguns deles, são muito bons e trazem reflexões sérias e embasadas como ‘A mosca azul’, do Frei Betto, que analisa a derrocada para corrupção no governo Lula e do PT.

Entretanto, alguns têm a notória intenção de utilizar a caricata figura do presidente para buscar a atenção da mídia e dos leitores. Enxergo esse oportunismo, por exemplo, na obra de Diogo MainardiLula é a minha anta”, onde o colunista da Veja compila uma série de crônicas sobre o mensalão. Admiro Mainardi pelo empenho em defesa da sua causa, mas não vejo nenhuma profundidade crítica no seu livro.

Em uma linha mais voltada ao humor, Marcelo Tas lançou na última semana o livro “Nunca antes na história desse país”, onde compila as frases mais sui generis do presidente Lula, mostrando suas várias facetas. Em entrevista a revista Trip, Tas afirma que dividiu Lula em dez personagens:

Retalhei ele em várias personalidades: são dez capítulos, dez personagens que ele assume, na minha visão. Um deles é o marqueteiro. O Lula é extremamente marqueteiro dele mesmo. Nessa história, ele diz coisas que faz você entender muito bem que ele não precisa de um Duda Mendonça, ele é o Duda Mendonça.

Tas é o jornalista/humorista da moda (e acho que ele é o melhor mesmo), escrevendo sobre o personagem político/humorista da moda… Pretendo ler este livro, mas confesso que não vou com muitas expectativas além de umas boas risadas.

Aliás: está sendo lançado um filme sobre o Lula, e assim como o último disco do Caetano, levou uma boa grana de incentivo cultural do governo. Veja o trailer abaixo:

Flash Forward: Como viver sabendo o futuro

Estou acompanhando a nova série da rede americana ABC, Flash Forward: Ficção científica com muitas passadas de drama policial. A série é baseada em um fato inusitado, onde todos os seres humanos do mundo desmaiam durante 2 minutos e 17 segundos. Nesse tempo, cada pessoa tem a visão do que irá acontecer no seu futuro, em seis meses.

A trama decorre com núcleo no FBI, que tenta descobrir o que, ou quem, causou o “Flash Forward” (expressão usada para definir o apagão). É muito interessante o conflito que se estabelece com as pessoas comuns, que viram no seu futuro algo que desejam mudar, ou mesmo, tornar real.

A estratégia de convergência da série é interessante também. Para comparar as histórias de pessoas de todo o mundo, e assim, facilitar a investigação, o FBI criou o Mosaic. Trata-se de um site onde as pessoas colocam suas histórias para que se encontre evidências que possam explicar o Flash Forward. O Mosaic existe também na realidade e é aberto para qualquer pessoa que queria simular sua visão do futuro, como se estivesse também sofrido o apagão.

Assim como em Lost, a ABC demonstra como transpor os conteúdos para rede, de forma que exista uma divulgação grande e gratuita por parte dos espectadores.

Confira o promocional da série (que eu recomendo mesmo!!!)

 

 

Bastardos Inglórios: Tarantino em sua fase mais sangrenta

Poucos diretores conseguem passar tão bem suas marcas e convicções para película como Quentin Tarantino. Confesso que não sou um especialista nos filmes dele, mas os 6 que vi carregam características sui generes. Ninguém sabe construir melhor os seus personagens como Tarantino. Nem que isso lhe custe grandes diálogos, muitas vezes até bem chatos, mas imprescindíveis para apresentação dos bons personagens construídos. Longos diálogos, intercalados com segundos de pura ação.

Sua sede por sangue também é elemento que não falta em seus filmes. Cabeças cortadas, pernas que voam, acidentes de carros muito bem feitos. Acrescente à estas cenas de muito sangue trilhas fortes e envolventes. As trilhas do Tarantino são tão fortes que sempre que se ouve alguma, logo se lembra de alguma de suas cenas memorável.

Com certeza “Bastardos Inglórios” é um legítimo filme do Tarantino. Talvez o melhor que eu tenha visto. O filme conta a história de um batalhão americano especial que tem apenas uma finalidade: Matar nazistas e tirar seus escalpos. O filme é muito bem ambientado na França dos anos 1940, que está ocupada por tropas nazistas.

A boa escolha dos atores foi fundamental para qualidade do filme. Brad Pitt dá show fazendo o estereotipado tenente ‘Aldo Raine’. O vilão do filme, Coronel Hans Landa (muito bem interpretado por Christoph Waltz), feroz caçador de judeus, é um daqueles personagens que mesmo sendo vilões, despertam uma certa simpatia do público com seu vigor psicopata.

Resumindo, ‘Bastardos inglórios’ é um ‘Tarantino’ legítimo, politicamente incorreto e não recomendado para pessoas de estômago fraco!